Durante décadas, a medicina concentrou-se nas grandes doenças crónicas e no impacto dos estilos de vida na saúde cardiometabólica. A abordagem evoluiu: sabemos que a inflamação crónica silenciosa está na base do envelhecimento e de várias condições associadas à idade.
Este conhecimento abriu caminho à medicina funcional e a uma abordagem mais consciente do envelhecimento saudável – não como um processo inevitável de declínio, mas como uma experiência que pode ser compreendida, acompanhada e influenciada ao longo do tempo.
Mais do que anti-aging, um conceito que pressupõe combate e negação, na Ageless o Smart Aging representa uma abordagem médica focada na longevidade, na prevenção e na otimização da qualidade de vida. Coloca cada pessoa como coautora da sua saúde, através de escolhas informadas, vigilância contínua e estratégias personalizadas.
Não é possível parar o envelhecimento. Mas é possível envelhecer melhor. Com decisões consistentes e adaptadas a cada pessoa, é possível promover um envelhecimento mais saudável.
A medicina tem evoluído para a superespecialização, e, em paralelo, um novo modelo de gestão tem levado a que as consultas se tornem menos integrativas e mais curtas. O Smart Aging rompe com esta abordagem – o médico deixa de ser apenas um “Sherlock Holmes” à procura da doença e assume um papel de promotor ativo da saúde.
Nesta perspetiva, o médico avalia de forma global o estilo de vida, hábitos alimentares, padrões de sono, equilíbrio hormonal, suplementação adequada, considerando polimorfismos genéticos, bem como as queixas específicas de cada órgão.
O Smart Aging destina-se a pessoas que desejam assumir o controlo da sua saúde, recebendo orientação para escolhas e intervenções com impacto na epigenética. É indicado para quem pretende controlar fatores de risco cardiometabólicos, otimizar o equilíbrio hormonal, gerir stress oxidativo, fadiga, alterações do sono, dificuldade em perder peso, massa gorda ou sarcopenia.
A avaliação genética a partir dos 30-35 anos permite conhecer suscetibilidades individuais, orientar a suplementação personalizada e monitorizar metabolitos de terapias hormonais, sendo útil tanto para homens como para mulheres. O objetivo é oferecer uma gestão completa e personalizada da saúde, promovendo longevidade, prevenção de doenças e qualidade de vida.
O Smart Aging na Ageless integra-se num conceito global de envelhecimento, adotando uma abordagem funcional e personalizada para cada pessoa. Em vez de se focar apenas na compilação de sintomas e diagnósticos, procuramos compreender os motivos que conduziram cada pessoa até nós, criando soluções adaptadas à sua realidade.
Os médicos com visão funcional trabalham em parceria com os pacientes, analisando os desequilíbrios dos vários sistemas do corpo e desenvolvendo tratamentos personalizados, que consideram a pessoa de forma integral.
Além de uma história clínica detalhada, o programa inclui novos métodos de diagnóstico, tecnologias avançadas, suplementação e medicação personalizada, com base em análises clínicas, testes genéticos e avaliações direcionadas a áreas específicas, como microbioma intestinal, intolerâncias alimentares e função mitocondrial, o centro da produção de energia do organismo.
O envelhecimento é um processo de inflamação de baixo grau mantido no tempo. Esta inflamação crónica pode ter efeitos significativos no epigenoma (conjunto de DNA e proteínas associadas a ele). Sucessivos “insultos” ao nosso epigenoma, “riscos no meu CD”, contrariamente ao que se pensava há alguns anos atrás, é que vão dar origem às doenças crónicas e ao envelhecimento.
Nos últimos anos tem vindo a ser cada vez mais evidente o impacto dos nossos estilos de vida sobre a epigenética sendo exactamente aqui que podemos fazer mais, melhor e diferente. Epigenética refere-se a proteínas associadas ao DNA que podem influenciar a actividade dos genes, ou seja, afectam a expressão dos nossos genes sem alterar a sequência de DNA subjacente.
Com a compreensão do que é a epigenética, podemos acreditar no impacto que as nossas escolhas poderão vir a ter no nosso epigenoma.
Dois gémeos idênticos, separados à nascença com hábitos de vida diferentes, que se encontram ao fim de 30 anos, têm o mesmo código genético. Fruto dos diferentes estilos de vida o seu epigenoma será distinto. Imaginemos que o genoma seria um parágrafo de um texto para cada um dos irmãos que, por serem geneticamente idênticos, têm as mesmas letras a formam as mesmas palavras. Só que a pontuação vai diferir e, logo, a mensagem de cada um dos parágrafos passa a ser diferente! A epigenética é a ciência que lê o parágrafo. O epigenoma não altera o DNA mas decide quais e quantos os genes que vão ser expressos nas células do corpo, os que ficam em ‘on’ e em ‘off’, bem como os genes que vão dar a identidade às células. Este controlo é influenciado pelo estilo de vida, alimentação, exercício físico, inflamação, resistência à insulina e stress oxidativo. Há mesmo muito a fazer!!! Temos de perceber o que cada pessoa pode fazer para modular a expressão do epigenoma. E em cada dia temos a oportunidade de fazer as escolhas acertadas!
No que respeita à doença instalada aterosclerótica e factores de risco cardiometabólicos é preciso notar que anteriormente á doença já existiam alterações passíveis de serem moduladas. Por exemplo, antes de um diabético o ser, muito provavelmente já sería um insulino resistente e, para isso, não sería preciso esperar por uma glicémia elevada para se intervir.
Resistência à insulina é um dos paradigmas do envelhecimento porque ao ter-se a glicose alta – proveniente de inflamação, de inatividade física, de dormir mal, de comer excesso de hidratos de carbono ou da predisposição genética – esta glicose, além de ser utilizada como combustível, pode ligar-se a proteínas e condicionar a perda de função. É preciso eliminar estas proteínas anómalas (maldobradas) e aí o jejum intermitente tem um papel importante. Promove a autofagia, ou seja, a própria célula encarregar-se-á de eliminar as proteínas anómalas e de não acumular “lixo” que mais tarde inevitavelmente tornará esta célula senescente.
Em 2016 Ohsumi recebeu o prémio Nobel de Medicina pelas suas descobertas sobre os mecanismos de autofagia (um processo de reciclagem que ajuda a manter a saúde das células). A autofagia desempenha um papel importante na manutenção da saúde celular eliminando componentes celulares danificados ou desnecessários. Estimular a autofagia através de intervenções dietéticas ou farmacológicas mostrou-se capaz de retardar o envelhecimento a par com diminuição da inflamação e do stress oxidativo.
Estudos têm demonstrado que algumas proteínas, em especial as sirtuínas estão envolvidas na regulação da autofagia. Este grupo de proteínas pode-se ligar-se a outras proteínas como a mTOR e AMPK, ambas também já bem identificadas como tendo um papel importante no envelhecimento.
Porquê falar das proteínas sirtuínas? Porque estas poderem ser estimuladas por uma variedade de factores, incluindo intervenções dietéticas, exercício físico e restrição calórica.
É um fenómeno biológico onde um estímulo «stressor» pode ter um efeito benéfico no organismo, frequentemente por estimular uma resposta adaptativa,
Sabemos que ao mimetizarmos situações de “ameaça” ou “carência” os nossos genes da longevidade são colocados em modo “on”. Exemplo disso é o jejum intermitente e o exercício. Atenção que não basta fazer jejum intermitente e não ter atenção ao período da alimentar com desatenção aos picos de glicose. Com o exercício físico passa-se o mesmo, não basta caminhar!!
Com base no que se sabe hoje este momento é aconselhável no indivíduo assintomático a partir dos 30 a 35 anos para conhecermos as suas suscetibilidades genéticas. O conhecimento dos polimorfismos genéticos (SNP) pode ajudar a explicar a suscetibilidade a doenças, como as pessoas vão responder a determinados fármacos e quais as escolhas alimentares mais adequadas. O conhecimento de certos SNP, por exemplo como se processa a destoxificação hepática, é importante nas mulheres que querem fazer terapêutica hormonal de substituição.
Homens e mulheres têm diferenças e as situações mais comuns de preocupação também diferem mas Smart-Aging é aplicável ao ser humano e não a um género em específico.
A terapêutica hormonal pode ser realizada na mulher (quando há falência ovárica prematura, na perimenopausa e na menopausa) ou no homem (hipogonadismo ou “andropausa”). Ao permitir estender o número de anos de vida saudável das pessoas as sociedades podem beneficiar de oportunidades do ponto de vista social e económico, que advêm de uma população mais velha, mas activa e vibrante.
Sinais de alerta para a mulher:
A terapêutica hormonal bioidêntica é uma nova forma de tratar as pessoas e de aumentar a sua qualidade de vida devendo ser iniciada na altura do aparecimento dos primeiros sintomas, enumerados anteriormente e, naturalmente, desde que não hajam contra-indicações. Estudos científicos recentes têm elucidado a comunidade científica quanto ao tipo de reposição hormonal mais adequada e quanto à via de administração de fármacos para a efetuar. As guidelines das Sociedades Europeia e Americana de Menopausa também têm sofrido alterações.
Sinais de alerta para o homem:
O processo de envelhecimento hormonal saudável do homem reveste-se de particular atenção no que respeita à otimização dos níveis hormonais. O homem não tem uma verdadeira “andropausa” pois não há uma cessação abrupta (pausa) na produção de hormonas sexuais e, por isso, mesmo, as manifestações clínicas são mais progressivas. Cerca de 25% dos homens com mais de 65 anos terão níveis baixos de testosterona total e 50% dos homens com mais de 65 anos terão níveis baixos de testosterona livre.
A testosterona tem um papel muito importante salientando-se em especial a sua ação a nível da memória, da capacidade de concentração, da energia, da libido, da massa óssea e da tonificação muscular.
*Custo de chamada para a rede fixa ou móvel nacional
Estabelecimento Fixo registado sob o número E167409 | Estabelecimento Telemedicina registado sob o número E167410 | Licença de Funcionamento nº 23188/2023 para Clínicas ou consultórios médicos
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